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Velho é o seu preconceito! Conheça soluções para favorecer profissionais experientes

Todos nós estamos envelhecendo, a população em geral está envelhecendo, não apenas no Brasil, mas também no mundo.

Se as pessoas estão envelhecendo e essas mesmas pessoas estão presentes no mercado de trabalho, por que questões relacionadas ao Etarismo aparecem cada vez mais? 

Se considerarmos um indivíduo com mais de 50 anos, produtivo, experiente, que desenvolveu sua carreira de forma coerente e que agrega a empresa e a posição que ocupa, por qual razão, esse profissional é menosprezado para uma nova vaga no mercado de trabalho? Qual tem sido o critério utilizado pelas equipes de recrutamento e seleção?

Por que profissionais mais experientes são menosprezados no mercado de trabalho?

Preconceito trata-se de uma “opinião” previamente concebida, é um juízo de valor feito sobre o outro.

Podemos dizer que o preconceito está ligado e ou relacionado ao sistema, ou seja, aos valores do sujeito e não as características próprias do seu objeto.

É como nos vemos e como somos vistos, sendo que, esse reconhecimento individual e/ou social permanece acolhido em cada um, formando nossa própria identidade.

Podemos citar alguns exemplos, de como somos vistos pela sociedade, de como formamos nossa identidade, por exemplo: origem social, gênero, gostos e preferências, característica física, raça e etnia, orientação sexual etc. 

Os contrastes existentes na sociedade trazem questionamentos ao ser humano e nossa atuação frente a essas diferenças dependerá do conhecimento que temos de nós mesmos, do nosso espaço e principalmente do nosso respeito ao próximo.

Devemos respeito à liberdade de escolha e a condição do outro e baseado nessa relação construímos a forma de nos relacionarmos, de vivermos, de nos abrirmos para amizades e culturas distintas.

Como diminuir esse preconceito?

Vivenciar a realidade do outro faz com que preconceitos sejam diminuídos, bem como reduzem conflitos sociais e intolerância.

No Brasil, vemos de forma latente, algumas expressões de preconceito, como a xenofobia, machismo, a homofobia, Etarismo, dentre outros.

Essas reações preconceituosas aparecem de duas formas, a primeira de forma disfarçada – camuflada; através de insultos não verbais ou através de gestos, ironias, calunias.

E, a segunda forma, alimentada pela cultura do ódio, através do grande número de homicídios, a perseguição seguida de violência, insultos verbais, tanto nas ruas, nas redes sociais e mídias digitais. 

É preciso de uma vez por todas, acabar com crenças na superioridade de uns em detrimento de outros. Temos exemplos péssimos retratados na história através de conflitos mundiais.

Não podemos seguir nos comportando de forma grotesca, não devemos alimentar os devaneios de desigualdade alimentando diferenças sociais e atos terroristas.

Com o fim da segunda guerra e com a derrota da Alemanha nazista, ficou clara uma maior preocupação de países europeus em relação a intolerância, discriminação e preconceito, sendo então promulgadas diversas legislações nacionais e internacionais, que buscaram proteger a população e seus direitos humanos. 

No Brasil a constituição de 1988, trouxe uma série de garantias dos direitos fundamentais e “promete” sempre punir/criminalizar efeitos e atos de preconceitos. Leis posteriores buscaram valorizar a diversidade cultural de forma mais enérgica. 

Já dizia Raul Seixas em uma de suas canções “Eu prefiro ser essa Metamorfose Ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!!!”.

O que seria de nós se todos pensássemos igual, se não mudássemos de ideia, se não tivéssemos senso crítico para questionar as coisas? O que seria de nós, se não precisássemos nos reinventar sempre para nos reencontrar com a nossa própria essência, seguindo com a sabedoria? Não seja parte da massa de manobra. Questione o porquê de determinadas ideais, questione a necessidade delas, questione o momento em que elas estão surgindo. 

Cada indivíduo é diferente um do outro, temos que respeitar a vontade de cada um de forma que possamos ser respeitados, com segurança e amor ao próximo.

Gostaríamos de terminar esse artigo, dizendo que temos objetivo de pregar em favor da diversidade. Temos acompanhado com tristeza as notícias de violência.

E para nosso público, especificamente, temos que lutar contra o Etarismo crescente. Termo frequentemente usado na discriminação por idade, o termo Etarismo ou Ageísmo é usado como referência para destacar atitudes preconceituosas de indivíduos e da sociedade em relação a faixa etária, consolidando a idade como um fator decisivo no momento de promoção, contratação ou demissão de um profissional.

Não estamos dizendo que um empregador reparar na idade de seu funcionário seja ofensivo, mas estereotipar e evidenciar o comportamento de alguém baseado APENAS na sua idade, além de ofensivo é também preconceituoso.

O presente artigo se baseia em vários artigos publicados, no conhecimento e vivência de vários indivíduos, que sofrem ou sofreram com esse preconceito, sendo podados, tolhidos e até demitidos puramente pela questão etária.

Entendemos e acreditamos em mérito, somos humanos e não produtos. Não temos prazo de validade. Temos capacidade de aprendizado contínuo. O convívio entre as gerações deve ser estimulado. Essa pluralidade enriquecerá o ecossistema empresarial.

E por fim queremos terminar esse artigo dizendo: “Se você foi capaz de entender a experiência proposta, um passo importante foi dado na sua compreensão sobre o conceito de empatia e entendimento de que o envelhecimento é um prolongamento da vida de todos nós, o qual precisamos pensar, conversar e atuar sobre.” 

O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, afinal, envelhecemos todos os dias desde que nascemos. E, para obter um envelhecimento satisfatório que preserve o bem-estar, a autonomia e a dignidade dos idosos e de todos nós, é preciso empreender esforços no agora e não deixar para depois.

E que tal refletir e mudar os seus hábitos? Lembre-se que praticando uma ação no hoje você ganhará mais longevidade no futuro. Quer saber como?

A Trilha Carreira possui um amplo portifólio de serviços e soluções para desenvolvimento humano, incluindo o tema Longevidade. 

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Autor (a): Fernanda Minniti Mançano

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