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Mudanças no mundo corporativo: Ter um plano de carreira

Em minha atividade profissional, mais precisamente no contato estreito com executivos de diversas organizações, a pergunta que sempre me permiti fazer a eles tem sido: por que você chegou aonde chegou em sua carreira?

Essa mesma pergunta poderia ter desdobramentos de maneira a compreender se o lugar em que tenham chegado era exatamente o que haviam planejado, baseados num autoconhecimento acurado, levando em consideração suas principais competências, ou se foi por puro acaso.

Quantas vezes não nos deparamos com alguém que diz estar infeliz com o seu trabalho, ou mesmo com a carreira profissional que vem conduzindo?

 

Onde seu plano falhou?

O sujeito passa a viver a síndrome do Fantástico, ou seja, no Domingo à noite, ao ouvir a música do Fantástico, ele começa a entrar em pânico por lembrar que no dia seguinte deverá retornar ao seu local de trabalho. Seria cômico, não fosse tão trágico.

Lembro-me de uma vez ter recebido em meu escritório o presidente de uma multinacional francesa, com operações no Brasil. Um sujeito jovem, nos seus 40 anos, se completos, que me contou sua rotina profissional. A responsabilidade do cargo o obrigava a estar por 6 meses na França, voltar ao Brasil e por aqui ficar uns 2 meses e, novamente retornar à França por outros 6 meses e assim por diante.

Essa rotina, já havia alguns anos, estava acabando, segundo ele, com o seu segundo casamento. Lembro-me bem quando me disse que não conseguia estar com sua filha, de apenas 2 anos, e que sentia que sua vida não estava caminhando conforme planejara. Foi quando então lhe perguntei qual tinha sido o plano que havia falhado.

 

Por que vale a pena ter um planejamento de carreira profissional?

A conclusão é que tal plano nunca fora desenvolvido, apenas as coisas chegaram aonde chegaram pelas circunstâncias corporativas, da sequência de promoções que recebeu e, obviamente, muito trabalho e dedicação por parte dele, mas o ponto é que ele não estava feliz com sua vida e chegou a considerar a mudança de emprego, mesmo que recebesse um salário bem inferior, mas que lhe proporcionasse condições de estar com sua família.

Ter um plano para os próximos 5 anos de sua carreira é fundamental, mesmo que fazendo ajustes anualmente.

 

Autor: Sami Boulos Filho

 

Continua no próximo artigo da série: “Mudanças no mundo corporativo”.