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Mudanças no mundo corporativo: como escolher a empresa ideal

Caso sua opção seja por seguir em sua área de atuação, seja porque está disponível no mercado ou porque está insatisfeito com o seu emprego atual, o que deve considerar é preparar o modelo ideal da nova situação de trabalho em uma nova empresa. 

 

Por onde começar a procurar empresas?

 

Uma vez que concordamos que as empresas são organismos vivos e que possuem cultura e modelo de gestão próprios, você deve analisar em qual ambiente você produz melhores resultados

São as organizações de origem americana, europeia, asiáticas, brasileiras?

Cada uma destas possui ambientes distintos e, o que quero dizer com isso é, em qual deles você se adaptaria melhor? 

 

O tamanho da empresa importa! E isso não é sobre o salário

De outro lado, do ponto de vista do tamanho dessas organizações, o seu desempenho seria melhor em grandes, médias ou pequenas organizações

Veja que sob este aspecto, as grandes organizações possuem um processo decisório mais compartilhado do que as pequenas organizações. Irá exigir de você a competência da habilidade com relacionamentos. 

Qual o seu estilo na tomada de decisão?

Ele é compartilhado com os seus pares e subordinados, o que requer mais tempo para essa “negociação” e, como consequência, teria um risco também compartilhado, ou você tem o perfil mais centralizador e toma suas decisões mais rapidamente, assumindo todo o risco?

Desta forma, o tamanho da empresa passa também a ser fundamental do ponto de vista do seu modo de agir e tomar decisões. 

Apenas com essas variáveis no processo de análise, já temos um incontável número de possibilidades as quais você deve considerar em sua transição. 

Essas possibilidades devem começar a se reduzir se você fizer a análise partindo do seu perfil profissional.

 

Exemplo real de mudança de empresa!

 

Quando um diretor de recursos humanos de uma grande rede varejista, do segmento de vestuário, aceitou o convite para assumir uma posição de vice presidente de RH para a América Latina de uma das maiores organizações coreanas instaladas no país, parecia que sua carreira havia saltado para um novo e desafiador patamar. 

Após seis meses na nova atividade, ele me procurou para contar que estava insatisfeito com a cultura daquela organização. 

Lamentava o fato de ter aceito a nova função, principalmente quando considerava que estava indo muito bem na rede de varejo, quando detinha o poder de decisão em sua área, mudando o curso das políticas organizacionais, construindo um ambiente colaborativo entre os funcionários.

Ainda, sentia que realmente fazia a diferença com o seu trabalho, contribuindo com suas decisões para o crescimento da organização. 

Isso tudo mudou com a cultura que encontrou na nova empresa.

O poder decisório não mais estava em suas mãos, pois era centralizado no presidente da empresa e, viu que seu trabalho se limitou apenas aos processos operacionais

Com toda a pomposidade do novo cargo, sentiu que na verdade sua carreira havia regredido, pois não havia mais desafios a serem superados. 

Além de não mais tomar as decisões pertinentes à função que tinha, o ambiente entre seus pares e o presidente era inóspito, o qual não estava habituado.

Conclusão? Ele havia feito uma transição incorreta e o resultado foi catastrófico para sua carreira.

 

Vale a pena analisar a cultura e os valores da empresa! 

 

Veja que aqui o ponto não é se uma organização coreana é um bom lugar para se trabalhar ou não, caso contrário não teríamos empresas gigantes como Samsung, Kia, LG e tantas outras que vêm garantindo de maneira exemplar suas posições no mercado. 

O ponto de análise é se a cultura e valores das organizações estão alinhados ao seu perfil profissional.

 

Como trabalhar o autoconhecimento?

O trabalho de autoconhecimento produz um grande volume de informações a seu respeito: seus valores pessoais, seus motivos e áreas de interesse, suas características pessoais, o que gosta e não gosta no ambiente de trabalho e suas principais competências. 

Com isso, seu trabalho de avaliação lhe proporciona a conscientização e confiança para tomar uma decisão, se não final, pelo menos preliminar.

Para tanto, pense nos aspectos que compõem o emprego ideal

Vamos relacionar o que é tangível, por exemplo: salário, bônus e benefícios e, logo depois, relacionamos o que é intangível – como ambiente de trabalho, profissionalismo das pessoas da organização, inovação, liberdade de agir na tomada de decisão, cultura organizacional e os valores corporativos

Esses são mais difíceis de serem mensurados, porém, o exercício deve levar em consideração tanto os aspectos tangíveis como os intangíveis, uma vez que somos atraídos pelo primeiro e deixamos as organizações pelo segundo.

 

Autor: Sami Boulos

Continua no próximo artigo da série: “Mudanças no mundo corporativo”.